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Disfagia é o nome dado à dificuldade para deglutir alimentos, secreções, líquidos ou saliva, desde o seu trajeto inicial na boca até a sua transição do esôfago para o estômago. Quando essa dificuldade envolve o transporte do conteúdo a ser deglutido da boca até a sua passagem da faringe para o esôfago, estamos diante da disfagia orofaríngea. Apesar de não ser uma doença, a disfagia orofaríngea representa um sintoma que pode trazer prejuízos às condições pulmonares e nutricionais, como desnutrição, desidratação e pneumonias aspirativas de repetição, merecendo atenção da população e das equipes de saúde.

As dificuldades para deglutir também afetam a socialização e a autoimagem do indivíduo, bem como pode limitar a sensação de prazer que o ato de se alimentar proporciona, provocando impacto negativo na qualidade de vida. Diante da importância que a deglutição segura e eficaz tem para as condições clínicas, sociais e emocionais do indivíduo, apresentamos a seguir uma seleção de questões frequentes sobre esse assunto. Lembre-se que na existência de dúvidas, você deve consultar um fonoaudiólogo para mais esclarecimentos e orientações.

  • Requisitos para uma alimentação segura

    • Manter o paciente em decúbito elevado durante a alimentação;
    • Durante oferta da dieta o cuidador deve posicionar-se na mesma altura do paciente;
    • Ofertar os alimentos na consistência orientada, com aparência, aroma e sabor agradáveis e que promovam o prazer;
    • pode-se posicionar a cabeça do paciente levemente para frente e para baixo;
    • sempre observar a quantidade a ser introduzida: em caso de dúvida, pequeno volume.
    • pedir sempre a atenção do paciente quando ele estiver sendo alimentado;
    • solicitar que mastigue bem;
    • solicitar que não fale enquanto coma;
    • retirar a prótese dentária quando estiver frouxa;
    • solicitar a “tosse” quando ele apresentar pigarro ou engasgo;
    • não oferecer líquido nem bater nas costas ou soprar o rosto, pois o engasgo pode aumentar;
    • alimentar em ambiente tranqüilo, sem distrações (TV, grupo conversando);
    • realizar a higiene oral sempre após cada refeição e verificar o estado dentário
    do paciente (mau estado dentário aumenta o risco para broncopneumonia).
    • se a saliva se acumula na cavidade oral, deve ser aspirada ou absorvida com
    uma compressa ou gaze, assim evita-se os engasgos caso escorra para a
    faringe;
    • Observar se a dieta oferecida (caso liberada) esta adequada para o caso do paciente em questão;

    • Anotar e observar sempre que possível se o paciente tem aceitado bem as refeições diárias e se há intercorrências durante a oferta.

    PARA A OFERTA DE ALIMENTOS PASTOSOS:
    • Oferecer pequenas quantidades na colher observando aceitabilidade, preparação e deglutição do alimento;
    • Aguardar o paciente deglutir o volume ofertado para em seguida oferecer um novo volume.

    PARA A OFERTA DE ALIMENTOS LIQUIDOS:
    • Ofertar líquidos em pequenas quantidades e se necessário oferecer em colher ou seringa, em volumes orientados pela fonoaudióloga;
    • Há casos em que torna-se necessário adição de espessante aos líquidos, caso isso ocorra, a fonoaudióloga responsável dará orientações de como fazê-lo.

    PARA A OFERTA DE ALIMENTO SOLIDO OU SEMI- SOLIDO
    • Realizar a oferta em pequenos pedaços, sempre visando a mastigação eficiente para a formação adequada do bolo, evitando engasgos ou outras complicações durante ou após a deglutição.

    Em alguns casos, o paciente não poderá receber líquidos finos, o que inclui a água e, para que não se desidrate, será necessário “engrossar” a água, o café, os sucos, outros. Normalmente, os “espessantes”, ou substâncias que engrossam os líquidos, apresentam dosagens estabelecidas nas embalagens para garantir determinada consistência, o que auxilia a preparação da refeição. Os alimentos sólidos podem ser amassados, liquidificados ou amaciados com líquido para adequar a consistência adequada e aceita pelo paciente. São também utilizados espessantes após liquidificar o sólido para garantir a consistência segura para o paciente deglutir.

    É importante que o estado nutricional geral e a hidratação do paciente sejam acompanhados pela equipe de nutrição. Sinais de desidratação incluem pele ressecada, ausência de suor e, às vezes, alterações no estado mental.

  • Cuidados aos pacientes com disfagia

    • O ACOMPANHANTE (CUIDADOR) NÃO PODERA REALIZAR A OFERTA DE ALIMENTO SE NÃO FOR AUTORIZADO A REALIZA-LO.

    • O PACIENTE DEVE MANTER A HIGIENE ORAL ADEQUADA, CASO NECESSARIO O ACOMPANHANTE (CUIDADOR) DEVE SE RESPONSABILIZAR EM MANTE-LA.

    • MANTER O PACIENTE COM DECUBITO ELEVADO SEMPRE QUE POSSIVEL.

    • A fim de proporcionar a otimizacao da evolução clinica e viabilizar a sensibilidade como prazer gustativo e sensibilidade térmica e diminuir riscos de infecções e broncopneumonia, os cuidados com a higiene oral tornam-se imprescindíveis, esta deve ser realizada três vezes ao dia.

    • OBS: MESMO NOS CASOS EM QUE OS PACIENTES NÃO POSSAM REALIZAR A ALIMENTACAO PROPRIAMENTE DITA OS CUIDAOS COM A HIGIENE ORAL DEVEM SER MANTIDOS.

    Para garantir uma alimentação segura, principalmente quando houver um distúrbio importante da deglutição, as orientações devem ser seguidas exatamente como prescrito pelo especialista que acompanha o caso. O principal risco da disfagia é a entrada de resíduos alimentares nos pulmões, o que pode causar uma pneumonia aspirativa. Além disso, devido à dificuldade de deglutir, e principalmente por terem noção deste risco, os pacientes evitam algumas consistências e, com isso, vários alimentos, podendo ficar desidratados e/ ou desnutridos. Neste caso, algumas orientações acima não se aplicam, principalmente se o distúrbio for muito grave, sendo indicada (ou mantida), por exemplo, a sonda nasogástrica (SNG) para introdução da dieta alimentar. Esta medida alternativa para alimentação será retirada apenas após o tratamento, uma reavaliação criteriosa e por decisão conjunta da equipe médico-terapêutica.

  • Orientações

    Existem patologias que podem afetar a sensibilidade ou a coordenação dos músculos responsáveis pelos movimentos da deglutição.

    O problema pode ocorrer desde a introdução de alimentos na boca até sua entrada no estômago. Esta alteração ao deglutir é o que chamamos de DISFAGIA.
    O problema para deglutir apresenta vários sinais ou sintomas, que nem sempre são percebidos.
    A família deve ficar atenta caso o paciente apresente os seguintes sinais e sintomas do distúrbio que pode ocorrer antes, durante ou após a deglutição:

    1. Engasgos com saliva ou alimentos;
    2. Deglutição demorada;
    3. Deglutir várias vezes o mesmo bolo;
    4. Retorno do alimento para a boca;
    5. Permanência de resíduos na boca;
    6. Perda de peso;
    7. Baba excessiva após a refeição;
    8. Pigarro ou tosse após a refeição;
    9. Rouquidão ou mudança da voz após a refeição;
    10. Infecções respiratórias de repetição;
    11. Dificuldade de mastigar por uso de prótese dentária;
    12. Cansaço após alimentar-se;
    13. Presença de febre;

    As condutas específicas variam de acordo com cada caso, mas existem orientações básicas ao alimentar-se um paciente que apresenta disfagia e devem ser seguidas pela família e/ ou pelo cuidador. Devem ser observadas as consistências dos alimentos liberadas pela equipe, o que será decidido, principalmente, após a avaliação fonoaudiológica e/ou exames objetivos da deglutição. Serão passadas orientações que devem ser seguidas durante todas as refeições do paciente.

    As orientações seguem para elucidar e principalmente a fim de diminuir ou extinguir complicações durante a oferta de alimento que possam afetar o estado clinico do paciente.

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